quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Macio ou Áspero?

Por Gale Whitewolf
Caros filhotes indefesos, não temam! Gale está aqui de novo para dar mais uma assistência nesse inicio de carreira artística. Como prometido, hoje falaremos um pouco de outros artigos interessantes para se ter no estojo de um artista.

Primeiramente, alguns de vocês devem estar se perguntando se já é hora de começar a desenhar. A resposta é simples e direta: Claro que sim! Agora que já apresentei os materiais essenciais, é hora de literalmente sair desenhando tudo que se vir pela frente. Um bom jeito de começar a se habituar ao ato de desenhar, é desenhando os elementos ao redor. As vezes, até mesmo sua mão pode servir de um bom modelo para treinar anatomia.

Voltando aos materiais, falarei um pouco sobre os materiais que não são exatamente essenciais, mas podem ajudar a conseguir um efeito diferente em futuros desenhos. Comecemos pelo material mais básico: o papel. Pode não parecer, mas existem diversos tipos diferentes de papel que dão ao desenho efeitos diferentes, e, às vezes, que precisam de cuidados especiais na hora do desenho. O papel pode ser feito de várias maneiras e de vários materiais, como por exemplo trapos de algodão, polpa de madeira ou linho, e para os desenhistas, se dividem principalmente em papeis lisos e papeis rugosos.

Papel liso: É um tipo de papel que permite tons e tipos de linhas bem variados, pois permite que o lápis deslize suave e uniformemente. Normalmente trabalha-se com lápis do tipo 6H ao 4B.

Desenho de uma mulher em papel rugoso =3
Papel rugoso: É um tipo mais difícil de se trabalhar, pois, alem de produzir linhas descontinuadas, é um papel mais delicado em relação a lápis mais duros, que danificam o papel. No papel rugoso, as linhas são mais grossas e irregulares e de afetam a tonalidade de qualquer desenho. Além disso tudo, o papel rugoso também costuma desgastar muito o lápis, o que pode requere que tenha sempre um apontador ou lápis reservas a mão.

Outro ponto importante a ser abordado é o ato de apontar o lápis. Esse é o momento que muitos me perguntam “aff, porque ‘ato de apontar o lápis’? Não é só comprar um apontador?”. Enganam-se, jovens padawans artísticos. Muitos desenhistas, eu incluso, preferem não usar seus apontadores, usando de facas e estiletes para apontar seus lápis. A grande diferença, é que o apontador somente dá um formato padrão ao lápis, enquanto o estilete dá a liberdade de criar a ponta que preferir, como por exemplo uma ponta mais fina para seus lápis de detalhes ou uma ponta mais grossa para seus lápis para sombreado, ficando a gosto do cliente.

Agora, para todos aqueles que tem preguiça de bancar o artista com o estilete, ou que acham essa parte uma besteira, resta usar o apontador. Uma dica para se procurar apontador, é comprar aqueles apontadores metálicos sem caxinha. Fazem uma certa sujeira para apontar, mas ele dura mais e facilita muito a troca da lâmina quando ela perde o fio ou enferruja.

Por hoje é só, podem relaxar suas carteiras agora. Na próxima, falarei um pouco de por onde começar a aprender a desenhar. Mas lembre-se de desenhar sempre que possível para não perder o ritmo. A todos, um bom desenho e boa semana =3

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